24
Mar 12

Casas dos bancos vendidas em leilões

As leiloeiras tornaram-se um dos aliados dos bancos na venda de imóveis, reflexo das dificuldades da banca em escoar imóveis em carteira, numa altura em que o incumprimento de famílias e empresas bate recordes.

A leiloeira Uon é uma das que trabalha com as instituições bancárias em Portugal. Em 2011, a Uon realizou mais de 30 leilões (quer presenciais, quer online), tendo levado à praça cerca de 2.700 imóveis, com um valor global de cerca de 108 milhões de euros.

«Foram vendidas aproximadamente 1.050 casas tendo o valor de vendas em leilão da Uon sido de cerca de 57 milhões de euros», disse à Lusa a diretora comercial, Ana Ferro.

Os imóveis da banca têm a vantagem, face aos restantes do mercado, de estarem bem localizados (Grande Lisboa, Grande Porto, Litoral e Algarve), a «relação preço qualidade» e, ainda, dispõem de melhores condições por parte das instituições de crédito, destaca Ana Ferro.

Quanto ao preço dos imóveis que vão a leilão, «a licitação mínima é calculada em função do valor do crédito concedido ou do valor da avaliação. Geralmente é escolhido o mais alto».

O reverso da medalha

Além das leiloeiras, há cada vez mais imobiliárias a vender as casas dos bancos. Uma realidade que prejudica os promotores imobiliários que «não conseguem competir» com as campanhas agressivas da banca, como acusa a associação do setor, APEMIP.

O facto de a «banca vender com condições com que os promotores não conseguem competir», com «desvalorizações forçadas dos imóveis, que podem atingir os 30%», cria uma «instabilidade nos preços», critica o presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal.

«Não há motivos para esta desvalorização forçada», sustentou Luís Lima que, já no final de novembro tinha dito que a banca está a recorrer a mediadores mais do que nunca.

Luís Lima rejeitou, contudo, que os bancos estejam a desviar clientes das mediadoras, considerando que a relação entre as duas entidades é favorável aos mediadores.

«O que era bom, como questão de futuro, era nós vendermos os imóveis antes de estarem na posse dos bancos».

Mas afinal, como é que os bancos retomam os imóveis?

Através de duas vias: judicial ou extrajudicial. Neste último caso, o proprietário que não conseguiu cumprir o pagamento das prestações devolve o imóvel ao banco, podendo dar-se a liquidação integral ou parcial da dívida, consoante a avaliação que o banco faça do imóvel nesta fase.

Por exemplo, se o banco avaliar em 70 mil euros e o empréstimo tiver sido de 100 mil, o proprietário fica devedor do restante.

Já na via judicial, existem três tipos de processos em que se dá a adjudicação dos imóveis pelos bancos: de execução fiscal, execução do imóvel pelo banco pela mora do pagamento das prestações do crédito à habitação e insolvência do proprietário do imóvel.

No primeiro caso, o banco reclama o seu crédito e, por ser credor privilegiado (tem a hipoteca do imóvel), pode pedir a adjudicação deste. 

No segundo cado, há penhora e é promovida a venda do imóvel. O banco faz então uma proposta para lhe ser adjudicado o bem, o que acontecer por ter a hipoteca.

Já se um credor ou o próprio proprietário pedir a insolvência, o banco faz a reclamação do seu crédito e também aqui pode haver liquidação dos bens do insolvente. Neste caso, o banco, se tiver interesse nisso, faz uma proposta de compra e é-lhe adjudicado o bem, mais uma vez tendo em conta a garantia dada pela hipoteca.

Só no ano passado, quase 7 mil imóveis foram devolvidos à banca.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

 

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18
Mar 12

BCP lança campanha para atrair investidores às acções nacionais

Pela primeira vez em muito tempo, os bancos tradicionais voltam a fazer campanhas para estimular o investimento em acções.

Nos últimos dois anos quem visitou os sites das principais instituições financeiras portuguesas deparou-se com duas grandes tendências. Primeiro: a maioria das campanhas publicitárias levadas a cabo pelas instituições cingiram-se a depósitos. Segundo: as promoções e anúncios relacionados com a concessão de crédito e o investimento em acções desapareceram do mapa. Mas esta tendência pode ter os dias contados.

O BCP acaba de dar o "pontapé-de-saída", entre os bancos tradicionais, no lançamento de campanhas promocionais com o objectivo de atrair os seus clientes de volta às acções. A campanha em questão foi lançada no dia 6 de Março e promete dar um desconto de 50% nas comissões de transacção de títulos no mercado Euronext Lisbon nas operações que sejam feitas até ao dia 4 de Maio. Na prática significa que quem, por exemplo, der uma ordem de compra de títulos da bolsa portuguesa no valor de 15.000 euros irá pagar uma comissão de 11, 25 euros ao abrigo desta campanha, quando numa situação normal, o valor da comissão aplicada seria de 22,5 euros.

No entanto há que ressalvar vários pontos. Primeiro, e tal como o comunicado do banco refere, este desconto de 50% aplica-se apenas quando estão em causa ordens de compra e venda apenas sobre acções portuguesas. Ou seja: se o investidor quiser adquirir uma acção espanhola ou francesa estará sujeito às condições do preçário normal. Além disso, o desconto só se aplica às ordens dadas através da internet ou da aplicação online disponível através de meios como o iPhone, o iPad; o iPad Touch-App Bolsa ou do Mobile SMS. Ou seja, ordens de bolsa dadas ao balcão ou por telefone não beneficiam do desconto de 50% nas comissões.

Além disso, convém ressalvar que apesar da promoção prever um desconto de 50%, existem comissões mínimas que são consideradas. Por exemplo, para uma ordem de compra ou venda de títulos no montante de sete mil euros, a comissão normal prevista para esta operação no BCP é de 0,25% do montante. Isto significa que em condições normais este investidor pagaria uma comissão no valor de 12,5 euros. Se esta operação fosse feita ao abrigo da campanha dos 50% de desconto, o investidor poderia pensar que a comissão cobrada cairia para os 6,25 euros. No entanto, como o banco prevê a cobrança de uma comissão mínima de nove euros, este será o valor que o investidor terá de suportar.

Contactado pelo Diário Económico sobre as razões que levaram o banco a apostar no lançamento de uma campanha focada no investimento em acções portuguesas fonte oficial respondeu : "[O banco] pretende com esta campanha destacar as vantagens da utilização de canais ‘online' e ‘mobile' para efectuar as suas transacções no mercado de capitais - não apenas de preço, mas também pela facilidade de acesso, mobilidade e informação essencial para a tomada de decisão de investimento para instrumentos como acções". O banco não esclareceu, no entanto, se o lançamento desta campanha está ou não relacionado com a recuperação que as bolsas mundiais estão a protagonizar. Recorde-se que os principais índices europeus estão a acumular ganhos desde o início do ano que variam entre os 6% e os 21% ( excepto o Ibex que perde 1,63%). Já a bolsa portuguesa sobe uns singelos 1,79%. O facto do BCE ter feito duas grandes injecções de liquidez no sistema financeiro e a relativa acalmia face à situação da Grécia contribuíram para restaurar um pouco a confiança dos investidores. Também nos EUA, os principais índices acumulam ganhos expressivos.


Cuidados a ter ao investir em acções:

1 - Comissões
Investir directamente no mercado accionista acarreta alguns custos para o investidor. Além de ter de pagar ao intermediário financeiro uma comissão de transacção (que pode ser fixa ou variável- consoante o montante da operação), o investidor tem ainda da suportar a taxa de bolsa. Esta taxa refere-se ao custo que é cobrado pelas bolsas de valores onde os títulos são negociados. Este encargo poderá já estar incluído na comissão de transacção paga ao intermediário financeiro. Além disso, há ainda outros encargos inerentes ao investimento em acções. Um deles é a comissão pela guarda de títulos. Segundo da Deco, só este custo pode atingir os 300 euros por ano. Ainda assim, existem alguns operadores que não cobram esta comissão.

2 - Opte pela internet 
Várias análises feitas no passado pelo Diário Económico e também pela Deco comprovam um facto: negociar títulos através da internet é consideravelmente mais barato do que fazer essas operações através dos canais radicionais, como o telefone e os balcões dos bancos. Em alguns casos, o preçário pela internet chega a ser 50% mais barato face às comissões cobradas pela mesma instituição mas ao balcão. Um estudo do ano passado, feito pela Proteste Investe, mostrava ainda que os bancos tradicionais eram aqueles que apresentavam, de forma geral, os preçários menos competitivos. E a provar que é importante escolher o intermediário financeiro, o mesmo estudo revelava ainda que a escolha do banco/corretora mais adequado poderia fazê-lo poupar mais de 2.000 euros por ano em comissões de bolsa.

3 - Antes de investir, treine
Se está a equacionar a possibilidade de investir directamente no mercado accionista há vários conselhos que deve ter em conta. Além de se assegurar que este investimento está de acordo com o seu perfil de risco, os investidores devem também fazer um "treino" das suas estratégias. Existem vários intermediários financeiros que disponibilizam de forma gratuita (por um determinado período) o acesso às suas plataformas de negociação de títulos, através de uma versão simuladora. Ou seja, o investidor poderá simular operações de compra e venda de acções, com dinheiro fictício e testar várias estratégias de ‘trading' para perceber como funciona o mercado.

fonte:http://economico.sapo.pt

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16
Mar 12

Bancos vão ter sistemas de alerta

Caberá também aos clientes a comunicação atempada das situações de risco.

O governo encontra-se a preparar um decreto-lei que visa não só a recuperação extrajudicial de clientes bancários em incumprimento, mas também que os bancos se tornem diligentes na detecção precoce de clientes em perigo de incumprimento. Por outro lado, e de acordo com o documento a que o Diário Económico teve acesso, caberá também aos clientes bancários a comunicação atempada das situações de risco.

De forma a detectar os clientes com potencial de risco de incumprimento, os bancos deverão "criar sistemas informáticos que permitam a identificação de situações de risco", bem como "recolher informações junto do cliente e de outras fontes (nomeadamente, bases de dados de responsabilidades de crédito)".

Segundo a proposta de directiva europeia - onde esta legislação nacional bebe os seus princípios - " se esse potencial se tornar evidente [de incumprimento] ou for objectivamente demonstrado, o mutuante deverá contactar o consumidor para discutir diferentes opções para evitar a possibilidade de incumprimento, por exemplo através do reescalonamento do empréstimo. De qualquer modo, o mutuante só deverá ponderar a hipótese de retirar o crédito depois de explorar, juntamente com o consumidor, todas as alternativas possíveis para evitar uma situação de incumprimento".

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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01
Mar 12

Inspeções aos bancos: 1 chumba e 4 precisam melhorar

Banco de Portugal diz que quatro precisam de melhorar alguns aspetos e um usou metodologias e parâmetros desadequados

Apenas dois dos oito grupos bancários analisados pelo Banco de Portugal (BdP) utilizam metodologias «claramente adequadas» nos testes de resistência a que se tiveram de submeter, havendo um que chumba, considera a instituição liderada por Carlos Costa.

O Banco de Portugal divulgou esta quinta-feira os resultados da terceira fase do Programa Especial de Inspeções ao sistema financeiro. Na última fase deste programa, o regulador bancário avaliou as «metodologias e os parâmetros» usados nos testes de resistência (stress tests) a que se submeteram os oito maiores bancos a operar em Portugal, um programa que foi levado a cabo no âmbito da assistência financeira externa prestada a Portugal.

O resultado desta terceira fase levou à divisão em quatro grupos dos oito bancos analisados pelo Banco de Portugal (BCP, BPI, CGD, holding BES, Santander Totta, Montepio Geral, Banif e Crédito Agrícola).

De acordo com o Banco de Portugal, apenas duas instituições utilizaram «parâmetros e metodologias claramente adequados» e um grupo bancário utilizou «parâmetros e metodologias adequados».

De acordo com os comunicados entretanto divulgados por cada banco, o Espírito Santo Financial Group (ESFG)/BES registou a nota mais elevada (parâmetros «claramente adequados»), assim como o Santander Totta. Já o BCP conseguiu a segunda classificação («adequados»).

As duas primeiras instituições irão «estabelecer e apresentar ao Banco de Portugal um plano para a implementação a curto prazo», e o BCP também irá efetuar melhorias nos parâmetros e metodologias de modo a serem já usados em «novos exercícios de stress tests».

Os outros cinco bancos receberam uma classificação inferior pelo Banco de Portugal, com quatro a utilizar métodos «adequados na generalidade dos aspetos analisados, embora com necessidade de introdução de melhorias em áreas pontuais», segundo o comunicado do BdP. Nesta categoria incluem-se BPI, CGD, Montepio e Crédito Agrícola.

Assim, estes quatro grupos bancários vão apresentar planos de resolução ao Banco de Portugal que levaram à «implementação a curto prazo».

O Banco de Portugal diz ainda que há um banco que deve introduzir «melhorias num conjunto de áreas específicas para que os parâmetros e metodologias utilizados possam ser considerados adequados», o que implica que esta entidade bancária terá ainda de apresentar um plano de melhorias para poder merecer uma classificação positiva por parte do regulador. É o Banif.

Nas duas primeiras fases, o Banco de Portugal avaliou as imparidades e os fundos próprios dos bancos para risco de crédito. A conclusão destas fases foi conhecida em dezembro.

Esta terceira fase, feita em conjunto com a consultora Oliver Wyman, «assentou numa lógica prospetiva, tendo por objetivo avaliar a adequação dos parâmetros e das metodologias utilizados pelos bancos na realização das projeções financeiras que suportam a avaliação da sua solvabilidade futura».

Os resultados, afirma o regulador, foram apresentados esta quarta-feira à comissão que tem acompanhado o Programa Especial de Inspeções, presidida pelo Banco de Portugal e composta por peritos do Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia, Banco Central Europeu a ainda por membros de três autoridades de supervisão da União Europeia, Banco de España, Autorité de Contrôle Prudentiel (França) e Banque Nationale de Belgique.

O Banco de Portugal, diz ainda no comunicado, irá tomar «medidas corretivas» para melhorar os resultados dos bancos, fazendo ainda um «acompanhamento regular» da execução destas.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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01
Fev 12

Bancos: rácio entre crédito e depósitos abaixo dos 140%

Desalavancagem só atingirá meta se Estado e sector empresarial público continuarem a reduzir financiamento

 

A desalavancagem da banca portuguesa está a ser feita a um bom ritmo, disse esta quarta-feira o presidente da Associação Portuguesa de Bancos, na Comissão Eventual para Acompanhamento das Medidas do Programa de Assistência Financeira a Portugal, que decorre na Assembleia da República. Mas a continuação deste trabalho pode ser posta em causa se o sector público precisar de mais financiamento.

António de Sousa estimou, perante os deputados, que o rácio entre créditos e depósitos do sistema bancário português caiu mais de 10 pontos percentuais em 2011, face aos iniciais 150%. «A desalavancagem em 2011 já foi substancial, estaremos abaixo dos 140%», afirmou. Uma redução que aproxima o indicador da meta definida no memorando de entendimento assinado com a troika, e que aponta para os 120% em 2014.

A meta pode ser atingida, mas isso vai depender em grande parte do comportamento do sector público e em particular das empresas públicas. É que a banca tem de reduzir o crédito concedido e, para não cortar o financiamento às famílias e empresas, é preciso que o sector empresarial do Estado (SEE) não esgote a sua capacidade de financiamento.

Para já, a banca tem dinheiro disponível para emprestar, ainda que a procura não esteja ao rubro. «Há capacidade disponível e bastante», mas «a banca tem de ser extremamente rigorosa nos critérios de risco, e cada vez menos empresas conseguem passar no crivo. Haverá muitas empresas que precisariam de mais crédito e não o obterão porque não passam nos critérios de risco», admitiu. Para além disso, «não há nenhuma pressão por parte das famílias para aumentar o endividamento. Só no sector empresarial do Estado, e mesmo aí é menor do que era há alguns meses, porque o Estado passou a emprestar directamente às empresas públicas», explicou.

«Para atingir a meta de desalavancagem, é preciso reduzir 20 a 30 mil milhões de euros no crédito concedido. Para isso, ou o Estado paga, ou situação tornar-se-á complicada. Aliás, só não se tornou ainda porque Estado começou a pagar e já pagou entre 3 a 5 mil milhões de euros», avançou. Segundo tem sido noticiado, é para isto que tem servido parte do dinheiro dos fundos de pensões da banca transferidos para o Estado.

Por isso, António de Sousa não hesita em dizer que a meta de atingir um rácio de 120% entre créditos e depósitos em 2014 só é «realista se o Estado mantiver esta tendência». «Sem estes pressupostos não é realista nem para o sistema financeiro nem para o défice público», diz.

O presidente da associação dos bancos apontou outros factores que contribuíram para a desalavancagem já conseguida, como a alienação de activos por parte das instituições, em particular activos internacionais, como carteiras de crédito e securitizações. Mas a melhoria é também mérito do esforço feito pelos bancos na captação de depósitos, uma frente que António de Sousa considera que os mesmos «foram muito eficazes».

Embora ainda não existam dados finais para o conjunto de 2011, António de Sousa sublinhou que, até Outubro, os bancos terão captado mais 8 ou 9 mil milhões de euros em depósitos, o que traduz uma subida superior a 5%.

A subida não se deve exclusivamente ao aumento da poupança nacional, mas também à «transformação de outro tipo de activos em depósitos», já que a algumas aplicações têm experienciado uma verdadeira «hemorragia» de aplicações, como os certificados de aforro, e os fundos de investimento mobiliários e imobiliários.

«baixar o rácio em 10 pontos, com estas medidas, é possível, mas agora temos de cortar mais 20 pontos percentuais e isso só é possível continuando estes esforços, mas também e sobretudo se o Estado continuar a reduzir a procura de crédito».

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/fi

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09
Jan 12

Bancos cortam para metade financiamento às famílias

Na recta final de 2011, a banca nacional emprestou menos 619 milhões aos particulares e às empresas. Crédito às famílias está ao nível mais baixo de sempre.

De acordo com os dados do Banco de Portugal (BdP), hoje divulgados, os novos empréstimos da banca à economia totalizaram os 4306 milhões de euros em Novembro passado, menos 12,6% do que em igual período de 2010. 

O crédito às famílias tem sido o principal afectado pelas restrições à concessão de crédito, decorrentes da capacidade de financiamento dos bancos. Além disso, tem-se registado também uma diminuição dos pedidos de financiamento de particulares.

Os dados do BdP mostram que, em Novembro, os bancos portugueses reduziram a metade o financiamento às famílias. O volume de novos empréstimos ascendeu a 678 milhões de euros, o valor mais baixo desde que há registo dos dados, ou seja, desde o início de 2003. Em termos homólogos, a quebra é de 48,9%, a maior desde Maio de 2004.

O crédito à habitação é aquele onde se regista maior diminuição, com menos 68,4% de empréstimos concedidos do que há um ano – uma quebra recorde nos dados do BdP. No total, em Novembro, os bancos nacionais emprestaram apenas 230 milhões de euros para a compra de casa, o valor mais baixo de sempre.

Ao nível do crédito ao consumo, a quebra de novos empréstimos é também acentuada (menos 40%) e, igualmente, a maior de sempre. Em Novembro, os créditos ao consumo ascenderam a 189 milhões de euros, o valor mais baixo de sempre.

São as empresas que têm ficado com a grande fatia do crédito da banca. Em Novembro, os empréstimos ao universo empresarial ascenderam a 3.628 milhões de euros, mais 0,8% do que em igual período de 2010. 

Contudo, este aumento deve-se à maior concessão de empréstimos acima de um milhão de euros (12,2%), enquanto o crédito abaixo desse montante caiu 8,6%, o que significa que, à partida, apenas as grandes empresas continuam a ser financiadas, deixando as Pequenas e Médias Empresas (PME) com cada vez menos acesso à banca.

fonte:http://economia.publico.pt/

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30
Dez 11

O que vai suceder ao seu banco

Exigências europeias prometem levar Estado a dois bancos criados após nacionalizações
O grande desafio a que o seu banco estará sujeito no próximo ano é o cumprimento das exigências de solidez definidas pela Autoridade Europeia de Supervisão e pela troika. 

O principal esforço terá de ser feito até final de Junho, altura em que as grandes instituições financeiras têm de cumprir as metas de solidez definidas a nível europeu. E numa altura em que as duas dezenas de bancos cujos fundos de pensões vão passar para o Estado têm de absorver os impactos negativos desta operação.

Não estranhe, por isso, se, nos primeiros seis meses do ano, o seu banco recorrer ao apoio estatal. Nalgumas instituições, a aparente inevitabilidade de recurso a fundos públicos resulta, sobretudo, do facto de os bancos terem sido obrigados a criar almofadas temporárias de capital devido à desvalorização da dívida pública que têm em carteira.

Também não será surpreendente que surjam novos investidores como accionistas dos bancos. Os chineses que ganharam a corrida à EDP admitem que a banca chinesa tem interesse em Portugal.




CGD 
é o banco do Estado mas deve poupar o Tesouro


A troika quer que o banco do Estado evite, ao máximo, usar fundos públicos para cumprir as exigências de solidez. Só se a venda de activos e outras medidas que a CGD adopte não forem suficientes é que o Estado pode apoiar a instituição, o que parece inevitável devido à carteira de dívida pública do banco. Mas a Caixa deve contar com uma ajuda preciosa: a venda do negócio segurador.

Se as necessidades não forem satisfeitas por meios próprios, a CGD terá o apoio do Estado.

Troika
Terceira versão do memorando




BCP poderá contar com um novo accionista?

Será alvo preferencial numa eventual investida da banca chinesa em Portugal, mais provável após Pequim ter manifestado intenção de reforçar o investimento no País no âmbito da vitória na corrida à EDP. Dificilmente evitará ter de pedir ajuda ao Estado, mas sem que este fique com acções. A Sonangol, hoje maior accionista, também deve reforçar a posição no processo de capitalização do banco.

BCP estudará outras oportunidades, incluindo a linha de recapitalização.

BCP
Comunicado de 8 de Dezembro




BES deverá testar apoio de investidor estratégico

Com a generalização da crise da dívida à Europa, a capitalização do BESpoderá pôr à prova o empenho do Crédit Agricole. O parceiro do BES terá também de reforçar capital, podendo não estar disponível para injectar dinheiro em Portugal. Certo é que, entre os grandes bancos, o BES é o menos pressionado nesta caminhada. A sua preocupação é evitar, a todo o custo, a ajuda estatal.

Aumento de capital [de 2011] vai permitir manter independência estratégica do banco.

Amílcar Morais Pires
Administrador financeiro do BES




BPI poderá assistir a reforço da posição angolana?

BPI admite recorrer ao Estado para cumprir as metas de capital, o que não deve implicar que este fique accionista - o grande esforço deve-se à dívida pública. Os accionistas serão chamados a este esforço, pelo que a Santoro pode aproveitar para elevar a posição no BPI. O grupo angolano de Isabel dos Santos já admitiu passar os 10% mas ainda não pediu autorização nesse sentido.

O BPI vai analisar todas as opções de reforço de capital, incluindo a linha de recapitalização.

BPI
Comunicado de 8 de Dezembro




Totta beneficia de ser parte do maior grupo espanhol 

Santander Totta está adiantado no processo de reforço do rácio de solvabilidade. No final de Setembro tinha um "core tier one" de 9,6%, próximo dos 10% exigidos no final de 2012. Por esta razão, mas também por fazer parte do maior grupo financeiro espanhol, a instituição não deve pedir ajuda ao Estado. A casa-mãe será sempre chamada a responder a uma eventual surpresa.

A probabilidade de apoio do Banco Santander é extremamente elevada.

Fitch
Relatório de 6 de Dezembro




Barclays é apenas uma sucursal do banco britânico

Como sucursal do Barclays britânico, a operação portuguesa não está sujeita às metas de capital definidas para os bancos de direito local. O que não significa que, num contexto de austeridade e recessão em Portugal, não tenha uma atitude mais cautelosa. Esta será a tendência natural, até por se tratar de um grupo estrangeiro que não opera em euros, a moeda da crise da dívida.

A operação portuguesa do Barclays não está sujeita às metas de capital definidas para os bancos de direito local.




Popular tem tido o apoio da casa-mãe espanhola

O Popular Portugal é controlado na totalidade pela casa-mãe espanhola, que acaba de assegurar um aumento de capital de 75 milhões de euros na instituição portuguesa. Esta operação terá garantido o cumprimento da meta de solidez deste ano. E igual atitude é de esperar em 2012, até tendo em conta que em Espanha o Popular tem estado disponível para comprar instituições mais fracas.

Foi deliberado um aumento do capital, integralmente subscrito pelo Popular Español.

Banco Popular Portugal
Comunicado de 28 de Dezembro




Montepio reforça capital já a pensar neste ano e em 2012

No final de Junho, o Montepio tinha um nível de solidez em linha com as exigências definidas para o final deste ano. Para os últimos dias deste ano, a caixa económica tinha previsto um aumento de capital de 100 milhões de euros, com o objectivo de compensar o impacto negativo das inspecções da troika no rácio deste ano e de preparar 
o cumprimento do objectivo de 2012.

Montepio aumenta capital tendo em vista a meta de "core tier one" no final de 2012.

Montepio
Comunicado de 8 de Dezembro




Crédito Agrícola já cumpre meta de capital de 2012

O Crédito Agrícola tem a maior folga no cumprimento das metas de capital definidas pela troika. No final de Setembro, o seu rácio de solvabilidade mais exigente ("core tier one") rondava 12%, acima do mínimo de 10% que as autoridades internacionais impõem a sector até ao final do próximo ano. Esta posição dá-lhe ainda margem para absorver o impacto da crise económica.

O grupo está numa situação confortável relativamente às questões essenciais.

João Costa Pinto
Presidente do Crédito Agrícola




Banif à espera de clarificação da estrutura accionista

Era para já ter acontecido há meses, mas, até à hora de fecho desta edição, os herdeiros de Horácio Roque, fundador do banco, ainda não tinham um acordo de partilhas. Este ano, o Banif SGPS deve conseguir cumprir as metas de solidez sem ajuda estatal. Em 2012, o desafio é grande, pelo que a clarificação accionista será determinante para perceber qual o futuro do grupo.

As medidas em curso vão ser suficientes para cumprir rácios de 2011 sem apoio do Estado.

Marques dos Santos
Presidente do Banif
fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/h
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27
Dez 11

Desconfiança leva bancos a depositar valor recorde no BCE

Bancos da zona euro depositaram hoje quase 412 milhões de euros no BCE.

Os bancos da zona euro depositaram hoje BCE 411.813 milhões de euros, um valor que constitui um novo máximo histórico e que reflecte a desconfiança existente entre as instituições financeiras.

Pese embora a injecção de liquidez levada acabo pelo BCE, a três anos, à taxa fixa de um por cento realizada na semana passada, os bancos bateram hoje um recorde histórico no valor depositado no banco emissor, segundo a Bloomberg.

O montante hoje depositado é superior aos 346.994 milhões de euros observado na sexta-feira da semana passada, tendo-se fixado 7% acima do anterior recorde no valor de 384.260 milhões de euros depositados no BCE a 11 de Junho de 2010.

A facilidade de depósitos do BCE remunera o dinheiro depositado diariamente pelos bancos da zona euro (taxa 'overtnight') a 0,25%, uma rentabilidade inferior à taxa de referência da autoridade central europeia (REFI) que está um por cento.

Os bancos continuam assim a demonstrar relutância para emprestarem entre si, optando pela maior segurança dos depósitos junto do BCE em detrimento de procurarem uma maior rentabilidade, apesar do banco central ter realizado na semana passada uma das maiores operações de cedência de liquidez com um prazo mais alargado, com a intenção de dar maior liquidez à economia.

Os problemas de liquidez têm sido uma constante na crise da zona euro e a necessidade de restabelecer a confiança entre as instituições financeiras é fundamental para se ultrapassar a situação de falta de fundos disponíveis para serem canalizados para a economia, de acordo com analistas citados pela Bloomberg.

fonte:http://economico.sapo.pt/

 

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Crédito bancário já supera em 190% o PIB

O financiamento à economia continua a ser concentrado em apenas cinco bancos.

O crédito concedido pela banca à economia, no final do primeiro semestre, totalizou 330 mil milhões de euros, o equivalente a 191% do produto interno bruto (PIB). Isto significa que por cada euro de riqueza criado em Portugal, a banca concedeu 1,91 euros em crédito.

Segundo dados do último boletim estatístico da Associação Portuguesa de Bancos (APB), o financiamento à economia nacional no mesmo período registou uma ligeira correcção de apenas 1% face ao mesmo período de 2010. Destaque para o forte papel dos cinco maiores bancos nacionais (Caixa, BCP, BES, Banco BPI e Santander Totta) ao longo do primeiro semestre do ano, que foram responsáveis por mais de 80% dos empréstimos concedidos aos agentes económicos. A verdade é que a concentração do sector em apenas cinco ‘players' não é um caso único da concessão do crédito. É antes uma característica do sector financeiro português desde há muito: de acordo com os dados recolhidos pelo Diário Económico, a Caixa, BCP, BES, Banco BPI e Santander continuam a ser responsáveis por mais de 80% do crédito concedido à economia, por 81% do produto bancário do sector e por 82% dos recursos captados de clientes.

No capítulo dos lucros, os cinco maiores bancos são responsáveis por 97% dos lucros do sector. Isto apesar de os "cinco gigantes" terem registado, entre Janeiro e Junho, uma correcção homóloga média de 45,7% dos seus lucros. 

fonte:http://economico.sapo.pt/

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26
Dez 11

Os bancos que mais subiram as comissões desde o início da crise

Desde 2010 que as instituições financeiras têm vindo a aumentar as comissões dos serviços associados às contas à ordem.

Abrir uma conta à ordem é um passo corriqueiro. Por isso não será de estranhar que, no final de 2010, existissem em Portugal mais de 25 milhões de contas com essas características. Isto equivale a um rácio de 2,5 contas por cada português. Contudo, a utilização de uma simples conta à ordem tem encargos associados. Custos que podem diferir bastante consoante a instituição e que sofreram um agravamento considerável desde que a crise da dívida soberana europeia despoletou no início de 2010. O Diário Económico analisou quanto estão a cobrar os dez maiores bancos e, segundo as nossas contas, os encargos com as comissões habitualmente associadas às contas à ordem subiram perto de 17% desde o início de 2010. Nessa altura, ter uma conta à ordem, fazer uma requisição de 20 cheques ao balcão, e 15 transferências interbancárias, também ao balcão, custava em média 114,6 euros, por ano. Hoje, o mesmo cabaz de operações custa 133,7 euros.

As razões para este agravamento de custos são fáceis de explicar. Perante o agravamento da crise, as instituições financeiras foram obrigadas a encontrar fontes alternativas para captar receitas e contrariar os resultados menos positivos de outras áreas de actividade. Uma das vias foi precisamente através do agravamento das comissões dos serviços prestados pelos bancos.

Para este trabalho foram comparados os preçários actuais com os que vigoravam em Fevereiro de 2010 nos dez maiores bancos a operar em território nacional. Designadamente: CGD, BCP, BES, Santander, BPI, Barclays, Montepio, Banif, Crédito Agrícola e Popular. Deste leque de instituições, o Montepio foi o que mais agravou o custo, ao balcão, do conjunto de três comissões analisadas. Desde o início de 2010, este banco aumentou em cerca de 61% o valor total das três comissões. Estas passaram de 72,5 euros para os 116,58 euros. A CGD e o Banif ocupam, respectivamente, o segundo e terceiro posto entre os bancos que mais encareceram nos últimos dois anos este tipo de serviços. O custo com essas operações subiu 41% e 25%, respectivamente, na CGD e no Banif. Já o Crédito Agrícola, o BPI e o Barclays estão entre as instituições que menos subiram o valor das suas comissões.

Contudo, existem algumas ressalvas importantes de fazer. No caso concreto do Montepio, apesar de se tratar da instituição que mais encareceu as comissões, ainda é uma das que menos cobra por esse conjunto de serviços. No lado oposto está o Barclays que, mesmo não sendo um dos bancos que mais agravou as comissões, é dos bancos que apresenta o preçário mais caro.

Analisando por tipos de comissões é possível constatar que foi nos custos de requisição de cheques que se registaram os maiores agravamentos. Contas feitas, o pedido de 20 cheques ao balcão representava, em Fevereiro de 2010, um encargo médio de 12,2 euros. Agora, esse valor médio subiu para 15,9 euros. O que representa uma subida de mais de 30%. Contudo, em termos de montantes, foi nas comissões de gestão de conta que se verificaram os maiores acréscimos. Desde Fevereiro de 2010, estas subiram em média 8,3 euros. Por sua vez, fazer 15 transferências interbancárias pontuais passou a custar agora mais 7,1 euros.

Contudo, é necessário ter em conta que, apesar dos valores publicados nos preçários, na realidade os encargos com comissões podem ser consideravelmente mais baixos. Isto acontece sobretudo no caso das comissões de manutenção de conta. Estas, normalmente, são isentas no caso de se tratarem de contas ordenado, para jovens ou com saldos médios mais elevados. O recurso à internet para efectuar algumas das operações ainda pode fazer baixar mais a factura. Por exemplo, quatro das dez instituições consideradas isentam o pagamento de comissão nas transferências interbancárias realizadas através da "rede".

Cenário base
Foram analisadas três comissões associadas a serviços de contas à ordem. Foi tido em conta o caso de um cliente que tem uma conta à ordem com um saldo médio de 1.000 euros, que faz 15 transferências interbancárias pontuais por ano e requisita um livro de 20 cheques. Foram analisadas as comissões cobradas ao balcão. No caso dos cheques, na impossibilidade de ter o número exacto de cheques (20), optou-se pela solução mais próxima (exemplo: livro de 22 ou 25 cheques). Foram comparados os valores dos preçários actuais e os que vigoravam em Fevereiro de 2010. A única excepção foi o Montepio em que, pelo facto de não dispormos do preçário de Fevereiro de 2010, utilizamos o de Janeiro de 2010.

 

Quanto cobram os bancos em comissões

 

CGD
A CGD figura entre os bancos que mais subiram os custos anuais com as três comissões analisadas.A manutenção de conta, a requisição de 22 cheques ao balcão e 15 transferências interbancárias custam, por ano, 135,17 euros, o que representa um acréscimo de mais de 40% face aos valores praticados no início de 2010.

BCP
Apesar de ser um dos bancos que mais cobra pelas três comissões, o BCP está entre as instituições que menos as agravou desde o início de 2010. Os custos de gestão de conta, a requisição de 20 cheques ao balcão e a realização de 15 transferências interbancárias pontuais por ano somam 145,29 euros: mais 8% face ao que se passava no início de 2010.

BES
Desde Fevereiro de 2010, o BES agravou em perto de 15% as comissões analisadas. A manutenção de conta, a requisição de 20 cheques ao balcão e a realização de 15 transferências interbancárias têm um custo anual de 147,6 euros, o que compara com 128,5 euros de há cerca de dois anos.

Santander
Apesar de ser um dos bancos que menos subiu as comissões, é a instituição que mais cobra por esses serviços. Por ano, a manutenção de conta, a requisição de 20 cheques ao balcão e 15 transferências interbancárias custam 161,4 euros. Ou seja, mais 9,5% face aos 147,35 euros que cobrava em Fevereiro de 2010. É o que cobra mais tanto pelas transferências interbancárias como pela requisição de cheques.

BPI
O BPI é, simultaneamente, o banco que menos cobra em comissões e um dos que menos agravou o custo deste tipo de serviços desde Fevereiro de 2010. Os encargos com a manutenção de conta, a requisição de 20 cheques e a realização de 15 transferências interbancárias subiram nesse período perto de 5%, dos 94,13 euros para os actuais 98,63 euros.

Barclays
Apesar de ser um dos bancos que menos aumentou as comissões analisadas, o Barclays mantém-se como uma das instituições que mais as oneram. A gestão de conta, a requisição de 25 cheques ao balcão e a realização de 15 transferências interbancárias, têm um custo anual próximo de 148 euros. Em Fevereiro de 2010, o custo era de 137,26 euros. É também o banco que mais cobra pela manutenção de conta: 80 euros por ano.

Montepio
O Montepio foi a instituição que, desde o início da crise, mais subiu as suas comissões: 61%. A manutenção de conta, a requisição de 20 cheques ao balcão e a realização de 15 transferências interbancárias custam 116,58 euros. Há dois anos, as mesmas operações custavam 72,5 euros. Apesar desse agravamento, o Montepio continua a ser uma das instituições que menos cobra por estas três comissões.

Banif
Trata-se de um dos bancos que mais subiu as comissões. A manutenção de conta, a requisição de 20 cheques ao balcão e a realização de 15 transferências interbancárias subiram 25%, dos 111 euros que se verificava no início de 2010 para os 139 euros actuais. Esta subida deveu-se sobretudo ao incremento dos custos de manutenção de conta já que estes duplicaram de 25 para 50 euros, por ano.

Crédito Agrícola
Foi a instituição que menos subiu as comissões desde o início de 2010. A única comissão a sofrer um incremento foi a de requisição de cheques, que subiu um euro. Desta forma, a manutenção de conta, a requisição de 20 cheques ao balcão e a realização de 15 transferências interbancárias custa agora 119 euros por ano, quando em Fevereiro de 2010 custavam 118 euros. A instituição mantém-se também entre as que menos cobram por estes três serviços.

Popular
O Popular cobra, por ano, 127 euros pela manutenção de conta, requisição de 20 cheques ao balcão e pela realização de 15 transferências interbancárias. Ou seja, mais 18% face a Fevereiro de 2010. Nessa altura, o banco cobrava 107,5 euros na prestação dos mesmos serviços. Essa subida de custos deve-se apenas à alteração numa comissão: a aplicada nas transferências interbancárias. O custo de cada operação desta natureza subiu de 1,7 euros para 3 euros.

fonte:http://economico.sapo.pt/

publicado por adm às 18:41 | comentar | favorito